quinta-feira, 29 de abril de 2010

dizer por dizer

O tempo é a indefinição que mais me encanta. É ele que ensina o que achamos impossível de aprender. E é dele também que vem a cura daquela dor profunda, que por vezes acreditamos ser uma parte de nós. Ele é a fala do que virá, o silêncio do que passou.

O agora é o que é. Já não é mais.
- Volta! Fica...
- Não posso.

Cada letra que escrevo tem seu próprio tempo. De estar e de ir. E de dissolver-se. Mas quando lida, cada uma delas nasce de novo. É assim que as palavras ganham vida nova. E envelhecem, como nós, a todo instante...

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