terça-feira, 20 de abril de 2010

intensidade

Não choro. Não sorrio.
Eu sinto as lágrimas doerem quando caem. E do meu sorriso, a felicidade grita. 
Não sei viver, e ir vivendo. Como se tanto fizesse estar aqui. Como se bastasse existir para ser. Como se amar fosse gostar muito. Como se sofrer fosse simples. 

Mas quem vive assim - mais ou menos - sabe que a dor não dói tanto assim. E que nenhum sorriso dura até o fim do dia. Que tudo vem e vai com uma rapidez tamanha, que é quase impossível dizer que algo fica. Eles, que vivem assim, me dizem que não vale a pena chorar ou sorrir com a alma. Mas apenas com os olhos e a boca, que é mais justo com a gente mesmo.

E eis que tentei. Tentei chorar vazio, sorrir sem sabor, sentir com a superfície da superfície. Eis que morri. 

Não, não sei morrer enquanto (ainda) estou viva.

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