quinta-feira, 13 de maio de 2010

eu, sorrindo

Descanso como num dia qualquer. E sorrio. De repente, tudo parece ter graça. Eu tento descobrir por que, olho para o lado: não há nada além do movimento.
Ouço a música, enquanto o ônibus balança. Ele dança, eu sei. No mesmo ritmo que ouço. A música me diz para onde devo ir, mas permaneço. Enquanto o ônibus segue.
Para onde? Para o dia-a-dia, para o destino marcado, cansado de ser tão comum. Meu Deus, como posso continuar sorrindo?
Meu sorriso tem graça. E eu vejo a rotina brilhar. "As cores têm vida?" O ônibus pára. Desço. Caminho sem saber se ainda sou eu. Sigo para onde meus pés me levam, de repente prefiro não pensar. Não cansar.

Adiante, o espelho. Sim, sou eu.

Cheguei.

Um comentário:

  1. Lindo. Um dos meus favoritos, sem dúvida...

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