segunda-feira, 31 de maio de 2010

estrela cadente

Mesmo respirando toda essa paz, ainda assim chega a noite.

Olho para o céu e nele vejo algo de imenso. É como se eu pudesse sentir essa imensidão dentro de mim.

Eu sei que amanhã estarei novamente ao seu lado. E o sol nascerá como faz toda manhã. Mas agora o que me cerca são as estrelas. Aquelas que me protegiam no telhado, quando eu queria tocá-las. As mesmas que um dia me fizeram dormir ao relento, na expectativa de contar os vaga-lumes cadentes. Luzes que me mantiveram em órbita.

Hoje sei que estou sozinha. Não solitária. Estou aqui, no décimo primeiro andar, e não há ninguém comigo. Só a noite. Mas uma escuridão amiga. A que já enxugou lágrimas, desenhou sorrisos e refez lembranças. A que protege da luz. A que adormece as mentes e os corpos. O cenário dos sonhos.

Aqui me vi, com ela. E somente com ela. E no vento frio da madrugada havia algo de divino.
Algo de poético.
Poesia que a gente respira.
Paz.

Enfim, posso dormir em paz.

Boa noite.

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