sábado, 29 de maio de 2010

quem sabe

anoitecia
memória vazia
a lua dormia
a vida doía
quem sabe, amaria
...
a rosa morria

mas ela insistia
em fazer poesia

de dia
a voz era fria
o sonho, agonia
a inércia corria
o sol se escondia
a ausência existia

então acordou

ainda sentia
e sorria, sorria...

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