domingo, 29 de agosto de 2010

segundo capítulo

Eu não espero mais de mim. Não me cobro mais sonhos, verdades nem lembranças. Não imponho limites, não faço contas nem listas. Apenas sigo sem as velhas pretensões que – só hoje posso ver – nunca foram minhas.
Daqui de cima (ou de baixo), assisto ao meu próprio passeio: sem o peso nas costas, sem a obrigação de estar sempre em pé, sem as respostas na ponta da língua.
Porque agora o destino é adiante. Inevitavelmente para frente, porque o passado não me faria o favor de voltar. E é com os pés exaustos de cumprir e exercer que espero chegar.
Ou, simplesmente, continuar seguindo.