terça-feira, 17 de novembro de 2015

vitrais

acordo uns dias mais nublada que outros. como lá fora, que também tem dessas nuances. tudo é nuance, a vida gira. e é preciso entender que se colorir ao longo dela – e dos dias – é arte que não para. tomo meu café sem pressa, olho através do vidro seco as pessoas que passam correndo atrás dos próprios sonhos. mas é impossível não notar o cansaço nas pernas. a dor de não saber a direção, a precisão dos passos, a dobra da esquina. de todo modo, elas caminham. e me inspiram a seguir também. volto ao café, retorno pra dentro. me olho nos olhos. 

porque a cor desse dia quem escolhe sou eu.

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