sábado, 18 de fevereiro de 2017

rascunho

De noite só desejou que todos os mundos coubessem nele. O travesseiro, fazia de extensão do abraço que não veio. Mergulhava a cabeça no infinito das espumas querendo engasgar o choro. Soluço. Vício esse, de chorar enterrado. De chorar e ficar pensando que poderia estar rindo. De acender a luz só pra ficar contando os pontinhos pretos do teto. Estrelas, em algum mundo. Sonhos que poderia ter, e viver, não fosse a rachadura em que se transformavam no infinito (   )

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