segunda-feira, 21 de maio de 2012

castelo

quero apagar o que escrevi/ reconstruir cada palavra
dizer sem meus excessos/ numérica e serena
saborear as letras/ libertar os pontos
e reerguer/ linha após linha
o meu poema mudo

quarta-feira, 9 de maio de 2012

mãe

anjo sem asas
que cuida
e carrega
no ventre
no colo
nos braços

que leva pra escola
que cura da febre
que aquece
consola
e ensina
a rezar

que escuta
o sussurro
que atende 
o pedido
perdoa
e abraça
bem forte

mãe que dá vida 
dá sonhos
e abrigo

                   e o mundo
                   faz todo o
                   sentido

segunda-feira, 7 de maio de 2012

fragmentos

Sim, hoje acredito. Preciso me esticar, me dobrar em partes nem sempre iguais, pedalar de olhos fechados ladeira abaixo. E depois subi-la com a carga de um longo dia nas costas. Um, dois, três dias para pensar e fazer, expressar e reter, ao mesmo tempo. Ser tudo e ser nada. Refazer-me enquanto me crio, em moldes frágeis como nuvens. No céu e na terra, onde piso e finco raízes. Profundas - quase sempre.

Porque esticada, dobrada, fincada e refeita, sou mais forte. E amanhã já será simples suportar a carga de dois longos dias nas costas, quando subir a ladeira de volta pra casa...

quarta-feira, 2 de maio de 2012

conjugar

vir servir
 exigir ouvir
   diluir cair
descontrair

dar amar
 esperar falar
   abraçar calar
embaralhar

ser viver
 aprender saber
  esquecer morrer
emudecer (   )

e compor