terça-feira, 18 de maio de 2010

rumo ao sim

Ele era especial.
Desde o começo.
No fundo, eu podia ver além. Eu sempre pude ver, e às vezes fechei os olhos.
Que seja. Hoje enxergo nitidamente. Posso ver como a uma luz que brilha e não sabe apagar.
Como ele. Não sabe apagar. Só aprendeu a brilhar, e desaprender é escuro.
Então ele brilha. Encanta. Inventa. Conquista.
Porque sonha.
Sonha enquanto dorme, enquanto vive.
Sonha enquanto sonha.
E pensa ao invés de dormir.
Repensa, pondera, espera.
Corre. Enquanto caminhar já é difícil.

O momento chegou, eu sei.
A sua luz agora cega. É intensa, inteira.
É sua.
Felicidade?
Liberdade?

Eu diria, antes, vida.

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