terça-feira, 7 de dezembro de 2010

moldura

Enfim, aprendo. A conviver sem, a viver com: comigo. Com o escuro, com a ausência, com a falta de ruídos que às vezes ouço. Posso ver as estrelas com menos pressa e escutar com menos certezas os sons da noite. Posso sonhar acordada e despertar de um sonho, tudo da minha janela.

Nesta noite descobri que aqui também existe serenidade. No meu quarto em silêncio. Ou nas luzes que piscam do outro lado.

No vazio, reconheço a minha alma.
Livre.
Plena.
Imensa.

Sem respostas.

É quando pergunto e respondo para mim mesma.

É quando vivo.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

de volta

para escrever
não preciso de estilo
mas de palavras

para chorar
não faz falta o motivo
se tenho lágrimas

para lembrar
não existe saudade
só detalhe

para sonhar
não preciso do escuro
basta

fechar os olhos